quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Entrevista ElleGirl: "A nossa música é uma mistura do dia-a-dia e da fantasia"

Confiram abaixo a entrevista feita pelo blog da revista japonesa ElleGirl:

Bill, você escreve as letras das músicas como se escrevesse um diário?
Bill: É completamente diferente. A inspiração vem de lugares completamente diferentes, e é sobretudo sobre os nossos sentimentos e experiências.

As letras não são só sobre a realidade e a fantasia, mas sim também sobre a ligação entre elas.
Tom: Acho que ambas as palavras descrevem os meus sentimentos. O mundo da fantasia nos influencia, como podem ver, prinicipalmente no nosso álbum “Humanoid”.

Que emoções podem, facilmente, ser influênciadas pelas letras do Tokio Hotel?
Bill: Eu sempre escrevi letras com aquilo que estou sentindo no momento. Às vezes me sinto agressivo ou triste, com medo, destroçado, ou apenas quero ir a uma festa naquela noite. Temos sentimentos diferentes todos os dias. Eu tomo sempre um ponto de vista e ponho isso no texto, é como se fizesse o nosso jornal. Há pessoas que escrevem diariamente à noite! A nossa música é uma mistura do dia-a-dia e da fantasia.

O site oficial apresenta um conceito de web design que pode ser visto todo o mundo. Onde foram buscar esta ideia?
Bill: Ha ha ha (ri alegremente). É como um puzzle. No início não tínhamos qualquer ideia. Nós estávamos ocupados com as nossas canções, demos a parte eletrônica e ficou tudo um pouco mais colorido. Gradualmente começamos a ter ideias, de como deveria parecer, quais os sentimentos que os efeitos visuais deviam transmitir às pessoas. Então transmitimos este sentimentos, através das imagens e do fundo, aconteceu o mesmo com as roupas da turnê. As canções estão por trás de tudo.

Legal! Bill quando é que soube que queria ser uma estrela?
Bill: Muito cedo. A minha mãe sempre disse que eu e o Tom éramos crianças muito barulhentas.
Georg: Ainda continua sendo uma criança barulhenta. (todos riem)
Bill (diz um pouco zangado): Somos artistas naturalmente. Sempre que a nossa mãe nos levava para comemorarmos algo, nós pegávamos no microfone, falávamos ou dançávamos. Éramos muito participativos em tudo.
Tom (em alemão): Mas às vezes a linguagem era errada.
Todos começam a rir quando Tom diz “linguagem errada”. Georg era o que ria mais alto.

Fiquei muito interessado na histária do puzzle. Que tipo de filmes influenciam a forma de ver o mundo do Bill?
Bill: É difícil de dizer. Gosto de diferentes tipos de filmes. O primeiro filme que vi foi o “Labirinto” com David Bowie. É o meu filme preferido.

Quando viu esse filme?
Bill: Ehm… Por volta dos 6 anos. E voltei a vê-lo, porque gostei realmente dele. Também gosto do “Dangerous Liaisons”(1988), acho que é um filme muito antigo. Vejo diferentes tipos de filmes, como por exeplo, filmes de ficção científica. Quando era pequeno também gostei muito de “E.T.”(1982) e filmes de vampiros também. Gosto do “5º Elemento” (1997). Também gosto de ver filmes românticos, como o “The Notebook”(2004). Emocionou-me muito. Sim, vejo muitos tipos de filmes diferentes, não preferindo nenhum tipo em particular.

E os outros três? Têm alguma banda ou filme preferido ou que os influencie? Podem nos dizer?
Gustav: O meu álbum preferido é o”Darkside Of The Sun”. E o meu DVD preferido é do Tokio Hotel. (risos)
Georg: Falando em atores, gosto preferencialmente do Leonardo Dicaprio.(Gustav e Tom riem muito alto)
Georg (seriamente): Os filmes dele são muito bons.
Bill (concordando): Ehm, é um fato. Os filmes dele são muito bons. Os filmes que fez quando era mais jovem também.
Georg: Ele poderia ser o ator do século.
Bill: Certo!
E música? Qual é o seu álbum preferido?
Georg: Eu ouço muitos tipos de música. E ouço também mais do que um álbum por dia. O último álbum que comprei foi o do Mike Posners. (Mike Posners foi nomeado para os 2010 MTV Europe Music Awards)
Bill: Ele é um novo artista americano. A sua música é uma mistura de Pop e R&B.
Tom: R&B, Dance e HipHop, estes três gêneros juntos.
E você, Tom?
Tom: O meu filme preferido é o “Training Day”(2001) que foi protagonizado por Denzel Washington. Ele é fixo e...
Bill (interrompe): O Tom gosta de todos os filmes com o Denzel Washington e “Man On Fire”(2004).
Tom: Ah! “Man On Fire” é muito bom. Dakota Fanning é uma boa atriz.

A entrevista aquece repentinamente.

Voltando à musica, desde o primeiro álbum, vocês colaboram com produtores como Dave Roth, Patrick Benzner e David Jost. Como tem sido trabalhar com eles?
Bill:
Já trabalhamos com eles há muito tempo.
Tom: Sim, trabalhamos com eles já há 7 ou 8 anos, desde que formamos a banda.
Bill: Nos conhecemos muito bem uns aos outros e todos os nossos álbuns foram gravados com estes produtores. O nosso último álbum “Humanoid” foi um pouco diferente, trabalhamos com outras pessoas e, apesar de termos ideias diferentes, continuamos a trabalhar com eles da mesma maneira.
Tom: Acho que o mais importante é que todos nós nos conhecemos muito bem, todos no estúdio sabem que caminho queremos seguir, a produção e o som.
Bill: É importante para nós termos o mesmo gosto. Se tivéssemos produtores com um gosto musical diferente do nosso, seria muito difícil produzirmos sequer uma canção. Mas como já trabalhamos há bastante tempo juntos, sabemos como fazer, então é mais fácil.

Qual canção do álbum “Humanoid” contêm um elemento mais novo? Acho que “Dogs Unleashed” tem uma mistura única entre rock e eletrônica.
Bill:
Sim, esta é a música que demonstra melhor um novo som. A eletrônica, a bateria programada, o teclado e o sintetizador, nos desafiamos com um novo som.
Sim...
Bill:
Mas no início da composição da música, ainda não tínhamos nada em mente. As canções eram as nossas, mas ao escrevê-las, vindas dos nossos corações, poderiam ser afetadas pelo mundo exterior. Há pessoas com ideias muito diferentes, mas essas ideias podem não ser as melhores. Se fôssemos pelo caminho errado, o som iria soar fácil. Então, para que o som não soasse fácil, fizemos uma mistura com o rock. No último álbum, a parte que mais gosto é o rock eletrônico. Acho que quando estamos no palco, queremos mudar para algo novo.
Tom: Para nós, fazer música em maior escala é uma ferramenta. A introdução do rock eletrônico fez com que tivéssemos um som com uma escala maior.
Bill: Na verdade, os instrumentos musicais foram mais utilizados aqui.

Bill e Tom olham-se seriamente falando da sua música. Há ainda uma conversa entre os 4 rapazes.

Vocês quatro têm trabalho como banda desde os 14 anos. Desenvolveram uma parte eletrônica, mas a maioria das canções querem transmitir o mesmo. Na sua opinião, qual é a parte mais importante da música do Tokio Hotel?
Tom:
Basicamente, começamos pelo baixo e a bateria, gravamos com a guitarra e o Bill canta. Nada nisso mudou. A voz do Bill mudou, mas quando olha para o Devilish e para o Tokio Hotel, vê que continuam os mesmos.

Georg e Gustav, reparamos no ritmo de vocês. Como acham que deve ser descrito o som do Tokio Hotel?

Georg: É difícil de dizer, porque eu sou parte do Tokio Hotel.
Tom (interrompendo): Estamos contentes de como ele é. Nós vamos para o estúdio fazer música e pôr os nossos sentimentos nelas, não pensamos naquilo que irá sair. Estamos contentes pelo que fazemos, então acho que fazemos boa música. Se a sorte não estivesse com a gente, faríamos um som horrível.
Bill (com uma cara séria): Depende da situação. Nós fazemos o que fazemos, e o público gosta. O mais importante é nós gostarmos da música. É a nossa canção, a nossa música, em primeiro lugar, as fazemos por nós. Quando os fãs gostam, nós ficamos muito contentes. Eles crescem com a nossa música. Agradar aos seus fãs e fazer isso só para vender, não é com a gente. O mais importantes é aquilo ser nosso.

Fantástico! O Tokio Hotel é conhecido em todo o mundo. Mas o que pensam para o futuro? Onde gostariam de tocar ou trabalhar?
Bill:
Sempre sonhei com uma colaboração com os Aerosmith, em especial com o cantor Steve Tyler. Mas ninguém sabe o que lhes espera no futuro. Eu conheço muitas pessoas com quem gostaria de trabalhar. Ainda não posso dizer nada, mas em breve haverá notícias de um projeto.

Recebemos, também, perguntas de fãs japoneses. Há muitos fãs que adoram “Don’t Jump”. Irão cantá-la no futuro?
Bill:
Sério? (Muito contente) Claro, mas...
Tom (interrompendo): Atualmente, eu gosto muito desta canção.
Bill (interrompendo para acabar a resposta): Temos muitas músicas boas, pelo que nos é difícil escolher quais tocar.
Tom (interrompendo): Há muitas canções boas, e talvez, nem duas horas de show fossem suficiente para tocá-las. (todos riem)
Bill (alto): Estamos pensando em adaptar as canções mais antigas para tocá-las novamente.

Todos vocês começaram a banda quando eram bem novos, mas naquela época, havia um tipo de música que queriam fazer ou alguma imagem em especial?
Bill:
Hm, não, não havia. Só começamos a escrever músicas imediatamente, fizemos nossa própria música. Então até agora, não copiamos músicas de ninguém.

Isso é incrível!
Bill (rindo):
Mas o gosto musical de cada um de nós é diferente. E até agora, como não há nenhuma banda como a nossa, conseguimos logo fazer músicas originais. Porque entre os membros, não temos um artista preferido em comum.

Agora?
Bill:
Agora, todos gostam do Aerosmith. Mas claro, a música que escutamos sozinhos é diferente. Sempre nos perguntam sobre s nossa visão, o que vamos querer daqui pra frente, como estamos fazendo a nossa música, mas é bem simples. Nós só esperamos para "alguma coisa" vir até todos nós.

Então, é fácil achar a música que vocês querem fazer?
Bill:
Ah sim, é! Porque o começo da banda foi quando éramos muito novos, eu sempre pensei nas letras, o Tom tocou guitarra...
Tom: Escrever as músicas é fácil. É sempre fácil achar o que queremos fazer, então apenas o fazemos.

E como vocês acham isso?
Tom:
Só começamos a tocar na sala de ensaio. O Bill começa a escrever letras emotivas e nós tocamos nossos instrumentos. A letra e a música são produzidas ao mesmo tempo.

Georg: Não preparamos nada de antemão.
Bill: Falando sobre nos expressar, quando compondo, há também pessoas que escrevem uma história ou poesia para se expressarem. Mas nós, sempre nos expressamos fazendo música.

Quando escrevendo músicas, em que se inspiram?
Bill:
De todos os lugares. Eu tiro ideias de vários lugares, depois Tom e eu as organizamos juntas enquanto estamos gravando em nosso estúdio em casa. Consigo inspiração em filmes, enquanto passamos por cidades, em mim mesmo e em outras pessoas, e também na vida. Então vamos ao estúdio e colocamos essas coisas juntas, assim nascem algumas novas ideias, enquanto outras são completamente mudadas. É feito assim.



tradução / adaptação por thbr revolution
Créditos: x

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